As eleições do FC Porto

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Perfila-se no horizonte a cimeira eleitoral que vinha sendo antecipada no FC Porto. Os augúrios que apontavam para uma saída de cena de Pinto da Costa perante uma alegada vaga de fundo em seu desfavor; ou para um recuo de André Villas-Boas caso o líder histórico se recandidatasse; estavam fadados ao insucesso. O treinador tomou um rumo na vida que deixava poucas dúvidas sobre qual seria o objetivo já em 2024, fosse qual fosse o rival nas urnas. Já o presidente que mudou para sempre a identidade do FC Porto personifica um legado de mais de quatro décadas a transbordar de conquistas desportivas e, sentindo-se com capacidade, não era verosímil que virasse a cara à luta. O pulsar da democracia é saudável, mas faz com que 2023/24 seja uma época atípica face a um tradicional consenso eleitoral que desta vez não irá imperar, dando origem ao inevitável desgaste de longos meses de pré-campanha. Sejam as eleições em abril ou junho, perspetiva-se mais uma barreira, a enésima, para Sérgio Conceição superar.

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