As faces das fases negras

Frederico Varandas não tem dúvidas. As fases negras do futebol português são ilustradas pelas faces de Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira. Há duas décadas, Dias da Cunha também denunciava os rostos do sistema, mas juntava Valentim Loureiro ao então líder dos dragões. Não foi apenas por fatores sombrios que o Sporting conquistou apenas dois títulos em quase quatro décadas até à eleição de Varandas. No entanto, em muitos momentos, correr por fora criou um tecto de vidro impossível de quebrar. Seja como for, as sentenças cabem aos tribunais e o que vislumbramos são sucessivas buscas e suspeitas graves sob Pinto da Costa que não produziram efeitos, além talvez do desgaste eleitoral; e mesmo a queda de Luís Filipe Vieira deu-se no âmbito de um processo que, três anos e meio depois, ainda nem conhece acusação. São lastros do passado dos quais o futebol português deve ser aliviado, punindo ou ilibando, sobretudo agora que a Frederico Varandas, no concílio dos grandes, se juntam Rui Costa e Villas-Boas.

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