As vitórias sustentáveis
A divulgação das contas anuais de Sporting e Benfica evidenciou um fosso de 60 milhões de euros de distância entre os 25 milhões de lucro dos leões e os 35 milhões de prejuízo das águias. Em tempos de fair play financeiro a apertar, a opção de risco dos encarnados só faz sentido havendo a convicção de que a via do sucesso desportivo é a única aceitável. "Uma das premissas foi não olhar tanto para os números de forma racional, não ficarmos obcecados, e apontar a um plantel forte e coeso", assumiu Rui Costa, confirmando que meteu as fichas todas em Enzo Fernández. As desejadas conquistas vão garantir "mais-valias incríveis", nomeadamente através dos jovens às ordens de Roger Schmidt. Mesmo tendo fechado o exercício anual no verde, e reforçado a tesouraria com as vendas de Matheus Nunes, Palhinha e mais alguns ativos, Frederico Varandas é avesso a triunfalismos e realça a "sustentabilidade" sem "cair na tentação do populismo de ganhar amanhã". Uma postura em que diverge radicalmente do seu rival lisboeta. O final da época, através da contabilidade dos títulos, validará a sustentabilidade... destas políticas.
