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Benfica a remar para o mesmo lado
A saída de Jesus baixa o nível de ruído e cria finalmente condições para que a visão de Rui Costa ganhe expressão. O mandato até 2025 permite que o futuro comece a ser preparado
1 Os tempos estão loucos, é verdade, por isso não serão poucos os leitores que nem se deram conta que, no próximo dia 10 de janeiro, Rui Costa completa apenas três meses desde a sua eleição para a presidência do Benfica. O mandato estende-se até 2025 e, por isso, mesmo quando o cenário desportivo não é o desejado, abrem-se janelas de oportunidade que não podem ser ignoradas. Poder começar, desde já, a preparar o futuro, permite saltar etapas e imprimir de imediato uma visão que ainda não tinha ganho a devida expressão fruto das características do anterior ciclo técnico. O maior segredo de polichinelo do futebol português era o facto de Jorge Jesus não se enquadrar no caminho que o Benfica pretende trilhar a médio prazo, mas isso não tinha de ser um obstáculo ao sucesso desportivo no presente. Só que o ruído que acompanha a personalidade do Míster pode ser galvanizante em cenários tropicais, mas perante uma Luz que precisava de ser convencida, foi lenha para uma fogueira que criou demasiadas distrações.
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