Braçada de gigante
O Benfica caiu com dignidade e demonstrou, após o intervalo, que tinha condições para incomodar ainda mais o todo-poderoso Liverpool. Só que neste lado mais fundo das piscinas europeias falta muitas vezes mais uma braçada para que os sonhos se transformem em realidade. Nelson Veríssimo soltou as amarras à equipa e esta não se acobardou mas, quando ameaçava a igualdade, viu a corrente da revolta bater num dique. Van Dijk de seu nome. O gigante holandês cometeu penálti sobre Darwin Nuñez, esticando o braço direito para travar o uruguaio quando este o deixou fora da jogada. Estes lances não podem passar à força a ser lícitos e, se Jesús Manzano falhou, tinha de ser ajudado por Alejandro Hernández, o VAR que já tinha exercido as mesmas funções no Ajax-Benfica. A um nível tão alto dispensa-se qualquer protagonismo dos árbitros. A eliminatória parece sentenciada, é certo, mas atenção que as águias já ganharam por 2-0 em Anfield...
