Bruno direto a Santa Helena

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Após a derrota na batalha de Leipzig, Napoleão aceitou o destino, acordou o exílio na Ilha de Elba, mas nem por isso capitulou. Menos de um ano volvido, em fevereiro de 1815, já desembarcava em França, dando passos em direção ao abismo da batalha de Waterloo. Só então foi desterrado para a recôndita Ilha de Santa Helena, de onde já não regressou. Bruno de Carvalho, que passou do endeusamento à queda em desgraça, não deu a si próprio, sequer, uma segunda oportunidade. O ‘Imperador de Alvalade’ perdeu-se nos labirintos de uma realidade alternativa que, após a expulsão de sócio ironicamente confirmada no ‘seu’ Pavilhão João Rocha, o envia diretamente para uma ‘Santa Helena’ da qual também não se vislumbra retorno possível. Isto mesmo que Rita Garcia Pereira garanta que estão identificadas algumas possíveis ‘barrigas de aluguer’ que podem continuar a alimentar a chama de um Brunismo que, sem Bruno, com tudo o que tem de bom e mau, não voltará a fazer sentido. Trancado este esqueleto no armário, falta agora perceber, a breve trecho, o que o presidente Frederico Varandas irá fazer, ao nível de propostas para a revisão dos estatutos, para que estes possam refletir a sua visão pessoal frontalmente contrária "às expulsões e penas de morte", mesmo que cobertas pela sentença de sucessivas votações populares.

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