Cabeça fora das nuvens
Está feito o desempate entre Pedro Proença e Roberto Martínez. O presidente da FPF estava convicto de que neste Mundial ia "dar Portugal", enquanto o selecionador, muito mais tímido, avisou depois do primeiro contratempo que falar em ganhar a prova "não ajudava" a equipa. Faltava saber de que lado se posicionava o balneário e Diogo Dalot fez-nos esse favor. Os nossos craques, os tais que conquistam a Liga dos Campeões, a Premier League ou La Liga, quando chega a hora de envergar as quinas ao peito são mais comedidos. Ante o triunfalismo de levar Portugal "ao melhor Mundial de sempre" optam pelo conforto de baixar as expectativas que permite as habituais escapatórias da "atitude" e da "entrega". Ao que jogaram frente à R.D. Congo, só podemos dizer que os craques têm sempre razão. Banida a pele da candidatura ao sonho, estamos de volta ao "jogo a jogo" e às dúvidas mesmo quando a missão que se segue é a de enfrentar o poderoso Uzbequistão. Resta esperar que o 'downsizing' comunicacional permita à Seleção tirar a cabeça das nuvens e que, agora sem o risco de vertigens, consiga surpreender e chegar mais longe na caminhada.
