Carnaval do VAR
O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, demorou bastante a mostrar-se convencido das virtudes do VAR na Liga dos Campeões. Todavia, apesar de ter dito ao nosso jornal que o objetivo era introduzir essa novidade tecnológica somente em 2019/20, esse calendário foi antecipado. Mais importante do que as decisões críticas que têm sido tomadas já nos oitavos-de-final da competição, com esse apoio suplementar, foi o facto de a UEFA ter decidido emitir relatórios a seguir aos jogos, onde divulga publicamente os mecanismos de análise que sustentaram os julgamentos. Ou seja, a transparência parte de cima e, se tanto os intervenientes como o público são informados sobre os critérios aplicados, ficam mais capacitados para entender as decisões seguintes face à jurisprudência. Em Portugal, a conta de Twitter criada para suportar a divulgação do VAR está parada desde 10 de dezembro. Precisamente a altura em que o Benfica, através da sua artilharia comunicacional, exigiu saber quais tinham sido as nove decisões erradas que o Conselho de Arbitragem da FPF admitiu terem existido até essa altura.
