Claques fraturantes
Mesmo depois do infame ataque da Juventude Leonina a Alcochete, causando ao Sporting prejuízos de milhões de euros ainda por contabilizar na sua plenitude, não existiu uma repulsa esmagadora da massa associativa exigindo a extinção ou, pelo menos, a reformulação das claques. Pelo contrário, ainda com as feridas abertas, a comissão de gestão promoveu uma conferência de imprensa com os quatro grupos organizados de adeptos, reativando para a Juve Leo o protocolo que havia sido suspenso por Bruno de Carvalho e comprando alguma paz antes do jogo de apresentação com o Marselha. Uma decisão de vistas curtas, mas que não gerou indignação. O simples facto de o tema continuar a ser fraturante, quando teria tudo para ser consensual, é um sintoma claro do problema de fundo. Já o disse na CM TV: pago para ver qual será o candidato forte capaz de se lançar para a sucessão de Varandas sem ceder na quebra do protocolo com a JL e o Directivo Ultras XXI. Já se vislumbram notáveis números de contorcionismo eleitoral no horizonte.
