Com capitão não há deriva
Cristiano Ronaldo e basta. A presença do capitão foi o detonador que fez Portugal passar da perigosa deriva, contra a Croácia, para um desempenho afirmativo perante a Irlanda. A qualidade do adversário está abaixo do par, mas desde a atitude à organização, a diferença em campo foi abissal entre o triunfo de Aveiro e a derrota no Jamor. As dúvidas deram lugar ao regresso da confiança e do discurso afirmativo. João Félix marcou, Rúben Neves entrou bem, mas sobretudo Cristiano Ronaldo chegou com fome de bola, sede de golos e ânsia de levar as quinas a novas conquistas. Há detalhes para acertar durante a semana que resta até à estreia com a Rep. Checa, mas era importante exorcizar o "negativismo". Agora, cabe a Roberto Martínez decidir se no arranque do Europeu, frente a um rival disposto em 3x5x2, dá continuidade ao sistema de três defesas ou envereda por uma solução mais convencional (4x2x3x1). Os nomes serão encontrados depois, mas há que encaixar Bernardo Silva.
