CR7 deixou o ego em casa

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Um dos passatempos dos críticos de Cristiano Ronaldo na última década e meia foi acusá-lo de, na Seleção Nacional, colocar o ego acima dos interesses coletivos. O dianteiro do Man. United era atacado por ter cão, e agora é atacado por, em sentido figurado, já não o ter. O disco virou mas continua a parecer riscado, sendo que agora o crime de lesa-pátria é que o CR7, ainda não tendo capacidade para ser tão decisivo como o habitual, mantém-se útil ao dedicar-se ao papel de jogador de equipa que tem cumprido, ao que se sabe, tanto dentro de campo como fora. É certo que ia dando uma mão à esperança checa no penálti cometido, mas tudo o que se viu em Praga permite a Portugal aspirar a contar com o camisola 7 a um nível mais alto no Mundial desde que o tempo consolide a retoma. Até porque só os distraídos não sabem que, face à lesão grave de Rashford, Cristiano tem caminho aberto nos red devils e um serviço de luxo assinado por Antony, Bruno Fernandes e Sancho. Também por isto Fernando Santos jamais deixaria cair o capitão e, imune aos burburinhos, vai ganhar a aposta.

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