De Madrid a Istambul

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O ambiente de perfeita loucura que invadiu as campanhas eleitorais de Real Madrid e Fenerbahçe não deixa Lisboa imune às ondas sísmicas. No caso do Benfica, o passar dos dias aproxima a conclusão da novela de mau gosto em torno de José Mourinho e a cada tentativa de justificação do injustificável mais se liberta e espalha o cheiro ao que de pior a natureza humana é capaz de produzir. Fica cada vez mais claro que José Mourinho, na semana do jogo em Famalicão, disputado a 2 de maio, já tinha decidido que iria mudar-se para Madrid. A partir daí, está em causa a barreira entre a ligeireza do "já sabia" ou a formalidade do "por escrito" que vincula decisões. Quando impera o "31 de boca" e a primeira comunicação sobre o tema apenas acontece a 4 de junho e por imposição da CMVM, estão todos os cenários têm de ser admitidos. A vitória de Florentino Pérez é o ansiado bálsamo para que o Benfica possa, após mais uns dias de mudez, olhar em frente e agarrar-se a uma jangada chamada Marco Silva, recentrando o discurso na esperança e ufanando-se, ainda, de ter sacado 15M€ ao Real Madrid. 

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