Demasiado importante para falhar

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António Costa reconheceu a importância da união entre os presidentes dos três grandes quando o sino 'toca a rebate'. Uma lição para o futebol aprender a usar a sua força no futuro.

1 - Um dos maiores problemas das crises financeiras reside na dificuldade do poder político em lidar com o risco sistémico. Normalmente, são os bancos que se revelam ‘too big to fail’, não deixando aos governos e instituições outra alternativa, por falta de coragem e até autonomia face aos interesses externos, que não seja injetar dinheiro em poços sem fundo. Veja-se o que está a suceder com o Novo Banco, prestes a sorver mais 850 milhões de euros ao erário público. O futebol português é um forte contribuinte líquido do Estado e responsável por um patamar de atividade que rende centenas de milhões de euros aos cofres estatais. Só em salários de jogadores e treinadores foram gastos 230 milhões de euros sujeitos a taxação, em bolo que o IVA ou o IRS, dado que as SAD nacionais não podem deslocalizar-se para a Holanda ou Irlanda, torna muito mais suculento para eterno combate ao défice. Em suma, e por definição, o futebol é demasiado importante para falhar.

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