Doeu no deve e Havertz

Quando chegou a altura de substituir Pedro Gonçalves, Rui Borges poderia ter assumido uma faceta conservadora. Tinha Quaresma ou Debast para tentar trancar a partida, mas confiou na identidade coletiva e optou por acreditar no jovem talismã Rafael Nel, que vinha de dois jogos consecutivos a marcar. As oportunidades surgiram, mas não foram capitalizadas e a derrota é daquelas que magoam, sobretudo quando o árbitro apenas tinha concedido dois minutos de descontos. Porém, ainda que no deve e Havertz possa doer, não se trata de um desaire desalentador. O Sporting encarou nos olhos o líder da Premier League, invicto em onze jogos na Liga dos Campeões, e encerrou a noite com mais remates e mais golos esperados, tornando David Raya o MVP da partida. Um milagre em Londres nem seria original na história do Sporting, que é capaz de exibições de se lhe tirar o chapéu em casa do Arsenal. Hjulmand está de regresso, e que falta fez o capitão na batalha do meio-campo apesar da generosidade de Morita. Quanto ao temido reencontro com Gyökeres, o sueco só registou 17 ações com bola, o menor impacto de todos os 22 titulares, e ainda "ajudou" ao anular o golo de Zubimendi. Tem de haver leão mortífero no Emirates.

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