Dragão ligado à máquina

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A crise financeira do FC Porto resume-se em números fáceis de entender. Nas últimas 13 épocas, após a conquista da Liga Europa em 2011, a SAD acumulou prejuízos na ordem dos 270 milhões de euros. Uma média negativa de 20 milhões por temporada. Isso contribui para que o passivo tenha, à vista desarmada dos sócios, passado dos 160 milhões de 2010 para os atuais 532 milhões. O endividamento que vai financiando a atividade regular supera os 300 milhões de euros e o capítulo anual de "juros e custos similares" supera os 25 milhões. Porém, enquanto o contrato televisivo e a Champions estiverem garantidos, e em 2024/25 só o campeão terá acesso direto a esses milhões da UEFA, o 'trading de jogadores' continuará a ser a boia de salvação. Pinto da Costa esgrime os troféus no museu como justificação para recusar passos atrás em nome do saneamento financeiro e, com eleições ou sem elas, isso nunca irá mudar.

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