Dragão sofre na era Félix

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Não consta dos boletins do Instituto Português do Mar e da Atmosfera qualquer alerta de sismo para a zona do Estádio do Dragão. Ainda assim, seria errado ignorar que o risco de futuros abalos aumenta a cada dia que passa sem incrementos da solidez das placas tectónicas do plantel. O atraso nas contratações resulta de um somatório de circunstâncias adversas, mas a principal é simples de entender: no atual mercado da era João Félix, quando custa um jogador de Champions? O FC Porto deu essa resposta ao Real Madrid ao vender Éder Militão, e repete-a quando são Alex Telles e Marega os objetos de cobiça. Sérgio Conceição, porém, não pode atacar alvos de 30 milhões de euros para cima, e mesmo os de 15 milhões escapam pelas brumas. Depois de ter sido campeão sem reforços, faturando 80 milhões na Europa na época seguinte gastando ‘tostões’, voltam a ser exigidos milagres tanto ao técnico como à estrutura do futebol. Só que, como os paliativos não ganham títulos, o FC Porto regressa ao trabalho sem margem de erro no fecho das contratações que urgem. A questão é que, quem vende, também sabe disso.

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