Febre verde em fevereiro
Quando o Sp. Braga derrotou o FC Porto na final da Taça da Liga de 2013, ainda os confetes não tinham pousado e já António Salvador avisava José Peseiro que sim, a festa estava a ser bonita, mas o que contava era o apuramento para a Liga dos Campeões. O dilema do Sporting após a conquista da Pedreira não é muito diferente, dado que o tal troféu de estreia com Frederico Varandas na presidência, repetindo o duplo êxito em penáltis do ano anterior, só fará verdadeiro sentido se der uma injeção anímica com reflexos nas próximas semanas. Os leões já têm a receção ao Benfica no horizonte e a partida seguinte em Alvalade será frente ao Sp. Braga. Com as dezenas de milhões de euros da Champions em questão, não haverá margem para condescendência. E se o Sporting moralizado pela Allianz Cup prevalecer sobre águias e guerreiros, relança o campeonato. Enquanto isso, a sua vítima inicial dorme na almofada dos oito pontos de vantagem sobre os verde e brancos esperando, afinal, ser beneficiada pela carambola. Para este FC Porto que leva 23 jogos sem perder, e que mostrou revolta pelo troféu que lhe fugiu no Minho, a hipótese de alargar a margem face aos diretos perseguidores antes das três receções a Sp. Braga (Taça) Benfica e Roma, a partir do final do mês, seria um cenário idílico.
