A 29 de novembro, o Leeds estava por cima do jogo na visita ao Man. City apesar de perder por 2-1. O guardião Donnarumma, de repente, alega uma lesão e isso permite a Pep Guardiola criar um 'timeout técnico' que revoltou a equipa adversária, considerando esse subterfúgio, já anteriormente utilizado pelos citizens, fundamental para o triunfo final por 3-2. Dada a repetição desses casos, o brado foi grande na Premier League, esse campeonato terceiro-mundista, e reacendeu o clamor para uma intervenção do IFAB no sentido de acabar com as "parolices", como lhes chamou José Mourinho na antevisão da receção ao FC Porto. Foi um remoque direto ao desconto de tempo que Francesco Farioli criou frente ao Sporting, através de uma lesão de Diogo Costa, mas que ainda este sábado foi emulado por um discípulo do próprio Guardiola, Carlos Vicens, também contra os leões. O debate tem sido intenso e há várias propostas para a defesa do fair play que não deveria ser uma treta, desde a obrigação da saída de um jogador de campo no caso do guarda-redes alegar lesão, até à proibição da equipa se juntar na linha lateral. O facto é que o IFAB, na mesma reunião recente onde colocou em marcha a Lei Prestianni, anunciou estar a estudar um possível Lei Anti-Parolice, conduzindo ensaios que sustentem uma proposta que, todavia, já não deverá vigorar em 2026/27. Até lá, a decência está entregue ao nível individual de chico-espertice de cada treinador.