Impasse milionário

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Perguntei à inteligência artificial qual o clube que tinha ficado mais forte após todas as mexidas da janela de transferências de verão ocorridas até ao final do primeiro dia de setembro. A resposta pareceu trazer um toque de politicamente correto. As explicações alheadas da subjetividade foram estas: o Benfica tem "os melhores jogadores", o Sporting fez "a maior transformação positiva do plantel" mas o FC Porto realizou "as contratações mais cirúrgicas". Ou seja, o mercado pode ter melhorado pontos específicos e coberto necessidades de cada equipa, e até trazido pilares mediáticos como Palhinha, mas não parece ter alterado de forma significativa, por si só, o balanço do campeonato. Os fatores intangíveis como as filosofias dos treinadores que estão ao leme vão continuar a pesar nos desfechos desportivos, até porque vários dos recrutamentos de potenciais raques visaram também garantir profundidade de plantel capaz de dar resposta à dispersão pela frente europeia. A ser verdade, segundo a IA, que o FC Porto se mantém como "favorito ligeiro", com Benfica "praticamente ao mesmo nível", Sporting "muito próximo" e Sp. Braga "outsider,  então as diferenças contabilísticas na balança comercial não serão decisivas no desfecho da mais louca corrida ao campeonato nacional. 

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