Ir ao fundo pela proa

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O estudo assinado por José Angélico sobre a queda nacional no ranking da UEFA, que abriu a edição de ontem do Record, é um documento para ser lembrado. A lição de realidade, como aqui escreveu Sérgio Krithinas, denuncia o mar de ilusões em que se tornou o futebol português. Aspiramos à quarta presença consecutiva de um clube nos ‘quartos’ da Liga dos Campeões, mas o cenário de desigualdade interna tem o efeito de um icebergue na rota do ‘Titanic’. Há o risco de apenas um clube aceder aos 100 milhões de euros da próxima Champions, tal como só FC Porto e Benfica poderão faturar os 50 milhões do Mundial de Clubes. As parangonas estão garantidas, mas a derrocada também se os esforços em processos como a centralização de direitos televisivos não forem abraçados pela oligarquia com espírito solidário para um crescimento conjunto.

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