Jorge Jesus e as traições
O recolhimento sabático de Jorge Jesus terminou e, como é seu timbre, tinha de regressar à ribalta. O ajuste de contas com o passado era inevitável, mas como já se adivinhava que não tinha ido ao Brasil apenas para desfrutar do Carnaval, demorou pouco a assumir, mesmo que através de mais um oportuno amigo que revela segredos, que o seu objetivo é regressar ao Flamengo, mas que só espera até dia 20. Jesus sentiu-se traído na Luz. Pela estrutura após a saída de Vieira, pelos adeptos que o apuparam após o Dínamo Kiev, pelos jogadores que ensaiaram uma rebelião no Seixal. Só que a maior traição que sofreu foi de Marcos Braz, e JJ admite-o ao revelar que tinha pedido ao dirigente rubro-negro para só vir a Portugal em janeiro, que aí já daria para acertar. Braz preferiu viajar a meio de dezembro, provocando forte celeuma sem esperar, depois, pela liberdade de Jesus. Apesar de interpostas figuras, próximas do técnico, terem feito enormes pressões de última hora, o acordo do Flamengo com Paulo Sousa não teve recuo e JJ sentiu, em choque, que tinha sido enganado pelos brasileiros.
