Lágrimas de Messi
Tive a oportunidade inesquecível de assistir, em serviço pelo Record, à estreia de Messi pela equipa principal do Barcelona. Isto depois de termos, durante os dias que antecederam a presença dos catalães na inauguração do Estádio do Dragão, dado conta do fervor que já se criava em torno desse, em novembro de 2003, muito jovem fenómeno argentino. Por isso, acredito que as lágrimas de Messi foram sinceras e que, ao contrário do que sucedeu em 2020, quando tentou forçar a saída do clube, desta vez não pretendia abandonar os azul-grená. Só que as lágrimas, como quase tudo o que sucede no futebol moderno, secaram depressa e Paris já foi iluminada pelos seus sorrisos. Contrariando o que está em voga na NBA, por exemplo, o mesmo Messi que custou mais de 550 milhões de euros ao Barça nas últimas quatro épocas não optou por ficar pelo salário de um euro, como sugeriu o escritor Abrasha Rotenberg, privilegiando a razão que lhe permite formar um temível ‘Big Three’ com Neymar e Mbappé, voltando a aspirar à conquista da Champions e a novas lágrimas... mas de felicidade.
