Leão procura novas garras

A renovação de Rui Borges será oficializada depois de amanhã, mas a seguir ao empate com o AVS qualquer desafio faz soar os alarmes. O Sporting nunca baixou a guarda, levou a energia do plantel até à reserva e pela segunda época consecutiva viu-se atormentado pelas lesões. Não me parece sensato afirmar que uma equipa que leva 116 golos marcados em todas as provas, sendo de longe o melhor ataque nacional e baseando-se numa proposta ofensiva sem paralelo, possa ser caracterizada como deficitária de ambição. O que não é realista é imaginar que um plantel já desgastado possa realizar esta noite o 14.º jogo desde 27 de fevereiro, frente a 8 jogos do Benfica desde a eliminação frente ao Real Madrid, sem que isso tenha consequências. O 2.º lugar está em sério risco, mas mantém-se em aberto e, com o reforço da confiança em Rui Borges, será altura de também a estrutura do Sporting elevar a fasquia e dar o devido suporte ao registo ofensivo implementado pelo treinador encontrando novas garras que possam dar maior profundidade às opções. Dado esse passo, então a exigência já poderá ser máxima em todas as frentes e sem as tais justificações que só surgem quando os títulos escapam. 

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