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Vítor Pinto
Subdiretor
Premium 14 fevereiro 2021 - 02:33

‘Lei Díaz’ regada com Vinagre

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1 - O problema de inventar uma ‘Lei Díaz’ baseada numa obscura recomendação da UEFA que nem pode ser consultada fora do circuito fechado da arbitragem é que o escrutínio só acontece quando o mal está feito. De repente, um lance de remate à baliza com posterior contacto é comparado a uma disputa de bola a meio-campo e o drama de um jovem central com a perna partida equiparado a um jogador do Chelsea que, três dias depois do tal exemplo da Liga dos Campeões, foi titular contra o West Ham. Queremos que a partir de agora, no campeonato português, qualquer situação de lesão que seja aparentemente grave, ou que motive a saída de campo do jogador atingido, seja penalizada com cartão vermelho mesmo que não haja força excessiva, ação deliberada ou negligência? E a partir do momento em que este critério se massificar, quem vai assumir a decisão médica de avaliar a gravidade da lesão? O árbitro? Os clínicos dos clubes? O que acontece, como questionei na CMTV, se um jogador for atingido, parecer incapaz de continuar, sair de campo, o adversário for expulso, mas após alguns minutos de assistência estiver disponível para voltar? E se um treinador, para ficar em vantagem numérica, preferir fazer uma substituição em caso de falta dura se com isso conseguir eliminar um adversário?

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