'Big Portugal' se faz favor

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No caminho para a conquista do Euro’2016, Portugal superou três rondas a eliminar até se impor à França na final. Tudo começou contra a Croácia e com o golo de Ricardo Quaresma no prolongamento, seguindo-se Polónia e Gales. Desde aí, a Seleção disputou mais sete duelos em mata-mata nos grandes certames e apenas saiu por cima contra as potências Suíça e Eslovénia, neste caso nos penáltis. Perante Chile (Taça das Confederações); Bélgica e França (Europeus); Uruguai e Marrocos (Mundial) o desfecho foi o desaire com apenas Pepe a conseguir festejar um golo frente aos uruguaios. E fora disto deixamos a simbólica definição do 3.º e 4.º lugares da Taça das Confederações, frente ao México. Uma geração com o talento da portuguesa, agora refrescada jovens de luxo como Vitinha ou João Neves. Portugal vale mais do que tem mostrado, tem de jogar muito melhor e precisa de estar à altura das responsabilidades ainda que fuja a sete pés do favoritismo ou da candidatura. E está tudo certo: basta por agora não estragar o registo favorável contra os croatas. A seu tempo tiraremos a limpo se o pior que aconteceu aos lusitanos foi não terem perdido, com mereciam, contra a Colômbia. Se calhar têm faltado mais críticas daquelas que indignam os jogadores, os fazem jogar de raiva e disfarçar as carências táticas que vários sites e especialistas internacionais apontam a dedo. O estatuto de Portugal está menorizado, por culpa própria, e oxalá tenhamos mais do que uma oportunidade de "calar os críticos"  e não nos tornarmos mais um meme deste Mundial. 

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