Mão pesada dá o exemplo
O Ministério da Administração Interna, liderado por José Luís Carneiro, concretizou a intenção de cortar o direito no combate à violência no desporto, colocando a mira na criminalização da utilização de engenhos pirotécnicos em contexto desportivo. Essa infração passa a ser punível com prisão até cinco anos ou multa até 600 dias. O Regime Jurídico dos Explosivos e Substâncias Perigosas torna crime ainda "a posse de explosivos, artigos ou engenhos pirotécnicos" em recintos desportivos ou outros locais proibidos. A proposta de lei baixa à Assembleia da República, onde tem aprovação garantida. O MAI mostra mão pesada e em muitos casos emerge o risco de pagar o justo pelo pecador. No entanto, o laxismo inexplicável da própria indústria em relação à filtragem dos adeptos menos recomendáveis, pouco indo além das recorrentes multas semanais, deixou o futebol à mercê das decisões do campo político.
