Martínez tem um plano

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Longe vão os tempos dos mundiais na América do Norte em que Portugal chegava com quase quatro semanas de avanço e tinha de preencher o tempo a fazer amigáveis contra os funcionários do hotel. Em 2026, Roberto Martínez tem um plano. E como não podemos estar sempre a queixar-nos de ter azar, o facto dos dois primeiros jogos se disputarem num estádio fechado, em Houston, foi um brinde que a Seleção Nacional tem de saber aproveitar. Chegar a Miami mais perto do que o normal do encontro de estreia é um risco calculado, bem como o crivo largo que permite aos jogadores conviverem, darem um mergulho na praia, uma espécie de 'team building' antes de começar a tempestade competitiva. Esta campanha é para durar até 19 de julho, nem que seja preciso passar por cima da Argentina nos quartos-de-final, pelo que lançadas estas bases, há condições para que Portugal até possa vir a tirar partido do desgaste acumulado pelos rivais diretos. A bola a rolar ditará as sentenças e o tempo dirá se o plano de Martínez vinga ou, como dizia Mike Tyson, vai ao tapete ao primeiro golpe recebido. 

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