No limite do abismo

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O despique pré-eleitoral no FC Porto arrisca-se a ficar refém das questões financeiras e, sobretudo, da figura responsável por esse pelouro na SAD, Fernando Gomes. O ciclo é previsível: a crise eterniza-se; os fazedores de opinião criticam o administrador; Pinto da Costa sai em sua defesa; Villas-Boas manifesta preocupação pelas contas; o exercício fecha sem vendas e regressa aos prejuízos. O dr. Gomes não está na calha para a presidência, mas arrisca-se a ser um candidato-fantasma, assombrado pelas decisões coletivas da administração que assume como suas. Dado o peso do legado histórico de Pinto da Costa junto dos sócios, e que tendo Sérgio Conceição a seu lado blinda a esfera desportiva, a crise financeira que se eterniza é o elo mais fraco de um FC Porto gerido no limite do abismo mas sempre acreditando que é possível voar até aos títulos.

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