Nova cultura a instalar-se

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A chegada ao futebol de grupos empresariais, em muitos casos de fora do cenário europeu, está a mexer com a cultura enraizada. Parece estranho ao leitor menos identificado com estas modernices que o Tottenham queira falar com Rúben Amorim, conhecer as suas ideias e colocá-lo em pé de igualdade com outros candidatos antes de tomar uma decisão sobre quem deve encabeçar o seu projeto desportivo. Parece uma entrevista de emprego e, na verdade, é mesmo isso. Na realidade das ligas profissionais norte-americanas, qualquer franquia conduz a diversas rondas de conversações com potenciais treinadores até tomar uma opção depois de peneirados todos os perfis de liderança, propostas de jogo e aproveitamento dos recursos. É um processo de seleção que visa baixar o nível de risco reforçando a fundamentação da escolha. Neste caso colocando a competência acima da sugestão do empresário, da dica do amigo de ocasião ou dos fatores emocionais como ligações passadas ao clube.

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