Novas regras de conduta
Olhando apenas para os elementos da estrutura dos principais clubes mais propensos a protestos junto das equipas de arbitragem, chegámos à conclusão de que somam, em conjunto, 219 dias de suspensão em 2021/22. É uma situação inaudita e sem paralelo na cena europeia, pelo menos dos campeonatos de primeiro plano. Perante situações que emanam de erros grosseiros que os videoárbitros não corrigem, o comportamento excessivo de Luís Gonçalves, Hugo Viana ou Rui Pedro Braz, em alguns casos no relvado noutros já nos túneis, acaba por ser incensado pelos adeptos que veiculam a sua revolta de sofá, inflamada pela comunicação dos clubes, através desses dirigentes que se expõem ao desgaste em nome do que entendem ser a defesa do seu emblema. A questão de fundo é que a valorização do produto Liga Bwin é fundamental para que, no âmbito da centralização de direitos televisivos, seja possível seduzir novos mercados internacionais e captar receitas. É preciso tornar os castigos mais duros e com reincidências não a dobrar, mas a triplicar, e adotar regras de conduta.
