Novo ciclo à Rui Jorge

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O circo em que chegou a transformar-se a participação da Seleção Nacional no Qatar já desarmou a tenda. A saída inglória aumenta a urgência de serem tomadas decisões claras em relação ao que a Federação pretende para o futuro. Tem a palavra quem possui verdadeiro poder de atuação. Fernando Gomes, líder da FPF, foi-se mostrando durante o Mundial, seguindo o guião clubístico para, em momentos críticos, declarar apoios através da sugestão das imagens sem nunca se fazer ouvir publicamente. Ante o clamor nacional por mudanças, já não dá para passar por entre as gotas da chuva. Fernando Santos não vai pedir a demissão, mas Gomes sabe que correram demasiadas coisas mal. Por isso é impensável que não ocorra um abanão. O exemplo firme de liderança tem de vir de cima. Até porque, ao virar da esquina, estão dez jogos de apuramento para o Euro entre março e novembro de 2023.

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