O colapso do dragão
A revolta do FC Porto, por uma derrota que arrasou as derradeiras aspirações no campeonato, será a justificação para a cabeça perdida no Estoril. É um filme repetido, mas que não resolve nenhum dos graves problemas que o 3.º desaire da época, frente aos canarinhos, causa aos dragões. Vamos ouvir que o Benfica estava em dificuldades e beneficiou de três pontapés de penálti, o segundo dos quais inexplicável na era do VAR, fruto de uma simulação de Di Maria. A partir daí, a intervenção de Tiago Martins, chamando António Nobre a reverter a decisão do contacto entre Mangala e Francisco Conceição, já fazia prenunciar o ciclone de protestos que fustigou a Amoreira. Ao colapso desportivo juntou-se um colapso emocional, que poderá ter efeitos sobre o objetivo que resta, a Taça de Portugal, se mais jogadores forem alvo de ações disciplinares.
