O conforto da liderança
A Seleção Nacional entrou com o pé direito no Mundial e cumpriu o objetivo de regressar aos triunfos em partidas de estreia após três tentativas falhadas. Não foi, ainda, uma exibição de encher o olho, capaz de consagrar um candidato a levantar o troféu, mas estão lançadas sementes que podem dar frutos nas rondas decisivas. A vitória sobre o Gana foi merecida, mas demasiado sofrida por pecados dispensáveis. Fernando Santos, que faz questão de que os jogadores possam rapidamente rever os encontros nos seus quartos, pode preparar os restantes compromissos do grupo com o conforto da liderança e a certeza de que não voltará a enfrentar blocos defensivos tão irritantes como o montado pelos ganeses na etapa inicial. É altura de saborear os três pontos, a confiança em alta, a noção de que há talento a pedir palco e, não menos importante, corrigir as tais quebras de concentração que continuam a ser penalizantes em fases críticas.
