O 'crash' da CMVM
Quanto tomou posse em 2023, o presidente do Conselho da Administração da CMVM, Luís Laginha, comunicou na declaração de rendimentos entregue no Tribunal Constitucional o facto de ser detentor de obrigações do Benfica. Nesse sentido, depreende-se que é alguém minimamente atento ao fenómeno desportivo, e também por isso não se entende que a supervisão da Bolsa não tenha dado por toda a avalancha de notícias que envolvem muitos milhões de euros com potencial influência sobre a estabilidade da sociedade desportiva da Luz. Há uns anos, era o órgão presidido por Gabriel Bernardino, a CMVM decidiu suspender as ações do Sporting assim que Jorge Silas, após uma derrota em Famalicão, confirmou a saída do comando técnico e comentou a alvitrada contratação de Rúben Amorim. E já tinha seguido o mesmo procedimento quando estavam em curso as negociações para a venda de Bruno Fernandes ao Man. United. Em abril último, a supervisão bolsista atuou quando houve uma flutuação acentuada das ações da Benfica SAD em virtude das notícias sobre a venda de 16,38% das ações por parte de José António Santos ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partner. Desde aí, a CMVM de Luís Laginha não viu mais nenhum motivo para intervir, apesar de ter sido confirmado por Record que José Mourinho já tem contrato com o Real Madrid até 2029, enquanto está vinculado ao Benfica até 2027, e que decorrem negociações avançadas com Marco Silva.
