O dragão quer mais

A Invicta rendeu-se à majestosidade da festa do FC Porto. Por via terrestre ou aquática, do Freixo aos Aliados passando pela Ribeira, o título azul e branco tornou-se um espetáculo de uma magnitude épica. A pirotecnia deu aroma a São João e o festival de drones pintou a celebração de modernidade. Mas acima de tudo, prevaleceram as pessoas. As que não festejavam há quatro anos, as que esqueceram diferenças que cada vez mais se perdem no passado e voltaram a fazer do FC Porto uma força unida e tremenda. Um dos pilares do campeonato conquistado com Villas-Boas e Farioli ao talvez tenha sido o dragão ter querido mais do que os rivais. A vontade não é tudo, mas forja o ADN de quem, após uma primeira volta impressiva com apenas dois pontos desperdiçados, não se deu por satisfeito e arriscou avançar para quatro reforços de inverno que ajudaram a sustentar o esforço até à meta do sucesso. Os fantasmas de três épocas a perder ou do despiste de Farioli no Ajax foram exorcizados. Mas atenção, o dragão quer mais. Villas-Boas, como treinador, só conseguiu rubricar uma época de sucesso até ser arrancado à cadeira de sonho. Como presidente, a obsessão passa por trilhar os caminhos de Pinto da Costa e multiplicar as conquistas numa missão que ainda está a começar. 

Deixe o seu comentário

Pub

Publicidade