O equilíbrio de Schmidt
Não existem segundas oportunidades para boas primeiras impressões e Roger Schmidt, na sua apresentação de viva voz aos benfiquistas, assumiu uma postura serena e profissional, sem que isso o impedisse de deixar transparecer alguma emoção pelo desafio de tomar as rédeas do Benfica. Não precisou de recorrer ao jogo falado de mesa de café, de ser engolido pelo próprio ego ou de traçar metas irrealistas. As águias serão capazes de abrir um ciclo de sucesso, esquecendo três temporadas frustrantes, na medida em que conseguirem crescer de forma sustentada, tornando-se competitivos sem perder o equilíbrio. Não chegam promessas de que a equipa vai jogar o dobro ou o triplo, ilusões de grandeza ou meses de fulgor que até podem valer um título, mas que rapidamente desmoronam quando os pilares são débeis e só deixam o vazio.
