Vítor Magalhães deu o mote para uma avalancha de ofertas que ajuda as unidades hospitalares e vai salvar muitas vidas.1
- O momento poderia ser de depressão coletiva no futebol. Não há jogos, não há receitas, os profissionais começaram a viver em quarentena forçada mesmo antes da população em geral e, pior ainda do que tudo isso, não há um horizonte concreto para o regresso da normalidade. Mesmo assim, e apesar das críticas fáceis de que recorrentemente é alvo, mesmo da parte de pivôs televisivos que de repente ganharam laivos moralistas assentes no populismo acéfalo que desrespeita quem possui dois dedos de testa, o futebol tem sido um enorme exemplo de garra e resiliência perante as contrariedades. O presidente do Moreirense, Vítor Magalhães, nem sempre parece ser uma figura empática, mas ninguém lhe pode retirar o mérito de ser um grande empresário industrial, o mentor de um Moreirense que acaba por ser um notável caso de sucesso de gestão desportiva, e agora de ter demonstrado uma faceta benemérita que merece uma ovação. Como Record revelou aos leitores, com mais uma excelente história que justifica a compra de um jornal mesmo nestes tempos difíceis, ficámos a saber que o dirigente, ao tomar conhecimento das dificuldades do Hospital de Guimarães, não foi de modas. Mandou avançar de imediato com a aquisição de dez ventiladores, lançando a primeira pedra de uma avalancha que pode salvar muitas vidas. Seja através das doações do Benfica, da campanha do V. Guimarães, das ofertas do Feirense ou de Jorge Mendes. São gestos que comovem e demonstram o quanto o futebol não se esconde, nunca fecha a porta à sua essência, que é o povo, e mesmo com a solvência financeira ameaçada estende a mão para ajudar a sociedade civil.
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