O futuro deve começar já
O Benfica só tem uma forma de salvaguardar o seu futuro: antecipá-lo para o presente. As medidas que Rui Costa preconiza, e que Record revela, não podiam esperar. Foi preciso o descalabro com o Gil Vicente para que transparecesse um sentimento de urgência que parecia arredio da Luz. A intenção podia ser positiva, visando criar um ambiente de tranquilidade em torno de Nélson Veríssimo e do plantel, mas esse resguardo foi correspondido não através de garra, empenho e crescimento, mas sim de inércia. Após o terremoto de julho, após o terremoto de dezembro, era inconcebível imaginar que o Benfica teria de passar por novo abalo sísmico, desta vez tendo como epicentro o murro na mesa de Rui Costa, para acordar do pesadelo. Quando os jogadores não cumprem debilitam os anseios de milhões de benfiquistas, mas também a voz do presidente que se ergueu na denúncia dos casos de arbitragem.
