O hara-kiri do FC Porto

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Em três semanas, Sérgio Conceição passou das palminhas dos adeptos por ter criado um tiki-taka, de herói que derrubou as maldições de Alvalade e Moreira de Cónegos, para o papel de vilão responsável pelos dois penáltis falhados pelos mesmos Alex Telles e Soares que, dos onze metros, garantiram um triunfo por 3-2 na Pedreira na época passada. Vaias, lenços brancos e tsunamis de críticas nas redes sociais apenas demonstram que o FC Porto deixou de ser diferente e tornou-se tão histérico e ingrato como os seus rivais mais depressivos. A receção ao Benfica, daqui a três jornadas, é a derradeira oportunidade de reabrir a luta pelo título, no entanto, para quem, na aldeia do Astérix, acha que o céu lhe pode cair em cima da cabeça, convém entender que o Mundo, e o clube, não acabam a 8 de fevereiro, pelo que é cedo para premir o botão de autodestruição.

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