Banho tático

Vítor Pinto
Vítor Pinto Chefe de redação

O preço certo do diamante Militão

As grandes transferências futebolísticas têm muita parra mediática que, não raras vezes, causa supresa quando se descobre que, afinal, as uvas são poucas. O jogador mais caro a sair de Portugal foi Hulk. Mas apesar do Zenit ter pago 60 milhões de euros, o FC Porto só  declarou 40 milhões à CMVM, tendo as mais-valias ficado reduzidas a 23,871 milhões de euros. Por isso, a venda mais lucrativa dos dragões foi a de André Silva, com mais-valias de 27,859 milhões, fruto de ser um produto da formação. São números que em breve serão facilmente dinamitados pela negociação de Éder Militão. Ao contrário do Incrível, o central é apelativo para os tubarões dos principais campeonatos, pelo que a melhoria das condições do jogador, com subida da cláusula de rescisão que agora está nos 50 milhões, parece ser o movimento correto para todas as partes, embora ainda careça de aturada afinação nos bastidores. Militão ameaça bater todos os recordes nacionais e, pela sua dimensão cada vez mais impressionante, não deve entrar no mercado com uma cotação abaixo da de outros defesas aos quais nada fica a dever, como Lucas Hernández ou De Ligt. Até para não ter de enfrentar um défice de prestígio que, para desafios como a titularidade da seleção brasileira, pode fazer toda a diferença. Por outro lado, quem idealizou o seu plano de carreira, oferecendo um diamante ao FC Porto, também merece subscrever uma operação que vai ficar na história.

A polémica com as arbitragens da 2ª Liga deve ser levada muito a sério. Desde logo porque está a chamuscar árbitros jovens, que deveriam ser a esperança de uma subida qualitativa do sector. Um conselho, já agora, para o Conselho de Arbitragem. Avançar com queixas disciplinares contra os protagonistas que apontam as falhas, sem ter uma palavra que pudesse sossegar  a preocupação generalizada,  é no mínimo de mau gosto. Se tivesse sido algum ex-árbitro a tecer críticas, por exemplo, ao VAR, poucas horas demorariam a surgir tweets justificativos. Tratar a 2ª Liga como um parente pobre do nosso futebol é um erro crasso, pelo que essa sensação não pode transparecer para os clubes e, sobretudo, para os adeptos.

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