O submarino encarnado

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No exterior do Aeroporto John Lennon, em Liverpool, é impossível não reparar no submarino amarelo que homenageia a obra dos Beatles e a sua indissociável ligação à cidade. Os reds de Anfield lideram a eliminatória, têm a maré a seu favor, mas o Benfica nunca caminha sozinho. Com o apoio dos adeptos, cuja crença se torna ainda mais notável face à seca de títulos, a grandeza das águias não pode travar a humildade de recolher inspiração nos feitos impossíveis do submarino amarelo futebolístico, o Villarreal. O conjunto de Unai Emery venceu a Liga Europa da época passada sem qualquer derrota e já está, de enfiada, nas meias-finais da Champions depois de tombar Juventus e Bayern Munique. Este Benfica de Nelson Veríssimo, qual submarino encarnado a navegar abaixo do radar do favoritismo, só precisa de mostrar coragem e torpedear o adamastor sem medo de ser feliz. É assim que pode aspirar ganhar em campo e, no que seria um feito histórico, defrontar o tal Villarreal que espanta a Europa a partir da tal localidade de Vila-Real, com 51 mil habitantes, apenas a 15ª mais habitada da Comunidade Valenciana.

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