Os ângulos da polémica

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O Conselho de Arbitragem da FPF está sob fogo mas, muitas vezes, existe uma confusão entre as opções de gestão que são tomadas para o sector e a competência que os árbitros demonstram tanto em campo como em frente ao ecrã do VAR. Os lances que ocorrem nos jogos são superiormente avaliados em Record pela dupla de ex-árbitros Marco Ferreira e Jorge Faustino, pelo que a minha questão assenta nos procedimentos. E esses têm de ser iguais para todos os clubes, não me chocando, porém, que exista um cuidado acrescido nos encontros que envolvem os candidatos ao título, pelo alarme social que provocam. No caso em que Florentino pisa João Silva, decorrem 29 segundos até o Benfica cobrar o canto a seu favor que resulta da jogada. João Pinheiro não dá nenhum sinal de estar a receber indicações da Cidade do Futebol nem, pelos vistos, o VAR Bruno Paixão achou que, perante a queda do jogador do Feirense, agarrado ao pé esquerdo, seria prudente esperar mais alguns segundos até estar certo do que se tinha passado. O que é chocante, e está a repetir-se sem que haja uma explicação oficial, é que a Sport TV só no final da partida, no seu programa de análise específico onde também conta com um ex-árbitro, tenha mostrado o lance com um ângulo diferente, que não tinha sido colocado no ar durante o jogo, e que torna o contacto mais percetível. Teria Bruno Paixão sido mais prudente se tivesse dado indicação para que o jogo parasse mais alguns segundos? É possível, mas falta saber se bastaria para ter acesso à tal imagem clarificadora que só irrompe ao retardador. Caso contrário, tal como na falta de Seferovic sobre Manafá no Dragão, que pode ter peso decisivo no título, o ângulo que desfaz a polémica só fica acessível quando o incêndio já está descontrolado.

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