Os negócios de mercearia

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Os anos passam mas há tradições que não mudam. Uma delas são os prognósticos no final do jogo. Se amanhã fizer sol vai estar um rico dia mas se chover será uma porcaria. É desses estados de alma que as liderança devem alhear-se. A venda de Gonçalo Ramos é boa ou má por si só e Rui Costa tem de decidir face aos dados objetivos que tem em cima da mesa. E com visão de longo prazo na defesa dos interesses do Benfica. Não por recear que na Supertaça a bola bata no poste em vez de entrar. Essa é a lógica dos negócios de mercearia das tascas digitais que elogiam ou criticam ao sabor do vento, passando por cima das diversas decisões de risco, privilegiando a vertente desportiva, já tomadas pelo antigo craque que assumiu a presidência.

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