Para onde vai este mundo?

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A pergunta, em jeito de apelo desesperado, foi deixada pelo selecionador sueco, Janne Andersson. "Pergunto-me para onde vai este mundo?" , disse em lágrimas pelo atentado terrorista que acabava de vitimar dois compatriotas em Bruxelas e que levou à interrupção do Bélgica-Suécia. A Europa que lida com uma guerra sem fim à vista entre a Rússia e a Ucrânia provavelmente começou a agora a sentir os estilhaços do conflito entre Israel e o Hamas. Seguem-se os alertas máximos, as paranoias securitárias, as desconfianças agravadas em relação a todos os que não tenham uma aparência ocidentalizada. A exasperação de Andersson também é nossa. Quando o tema de aceso debate, mesmo nas moderníssimas redes sociais, é se bebés foram decapitados ou apenas metralhados, há mesmo algo de muito doente na sociedade em que vivemos. O futebol não consegue isolar-se numa bolha, sendo nestes momentos que percebemos o quanto são insignificantes as ridículas ‘guerras’ do pontapé na bola. Que a Paz chegue depressa.

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