Pavlidis anti-Gyö
O Benfica retirou ilações dos erros de planeamento da época passada e parece a caminho de ter um plantel mais consistente estruturado. O sucesso da temporada de Pavlidis não se mede por dois jogos-treino contra Farense e Celta, mas há sinais de contraste com o passado recente que são animadores. Arthur Cabral chegou com a época oficial em marcha, foi logo titular, mas demorou três meses a dar contributos que depressa se diluíram. O grego é aposta num timing mais favorável à integração e está a confirmar as características que lhe permitiram faturar 33 golos no Az Alkmaar. As águias precisavam de um antídoto contra o impacto de Viktor Gyökeres no futebol português e podem ter encontrado esse trunfo. Está criado um farol para o crescimento da equipa e o entusiasmo renovado dos adeptos que, se for traduzido em vitórias, chega em boa hora também para sossegar o clima político à volta de Rui Costa.
