Perder e não aprender nada
Não há uma única opinião publicada que considere haver um risco real de o Benfica ser eliminado pelo St. Gallen. De igual forma que as manifestações de confiança interna no clube da Luz, que já se sentia antes da 1.ª mão e se mantêm, conduzem à mesma sensação facilitista: que o duelo de quinta-feira será uma mera formalidade para carimbar o apuramento. A isto chama-se estar em negação: perder e não aprender nada. Nem admitindo que este adversário inferior possa não estar de acordo com esse cenário de vassalagem à grandiosidade da Catedral. Este Benfica está a anos-luz do potencial que, por defeito ou excesso, lhe é reconhecido. Sendo assim, este ainda é uma espécie de meio-Benfica que terá de dar a volta à eliminatória com os suíços. E sentir o peso da responsabilidade, a vertigem do risco do insucesso, sem embandeirar em arco, será a melhor fórmula para que a equipa esteja desperta, não volte a meter-se em trabalhos e tenha a consciência do que a espera. O treinador colocou a fasquia muito alta para 2026/27 e será todo o grupo que terá de entregar.
