Prestianni apoia a 'sua' Lei

O IFAB anunciou que, entre diversas medidas que vão vigorar a partir do próximo Mundial, está em preparação a implementação da Lei Prestianni. O objetivo não é o de impedir que colegas de equipas comuniquem com privacidade, ou que os treinadores não possam dar instruções com recato, mas sim evitar que as confrontações verbais entre adversários possam ir além do razoável sem o devido escrutínio. Aliás, não admito outro cenário que não seja o de o próprio Prestianni ser um fervoroso apoiante da "sua" lei. Se, como afirmou à UEFA e perante os seus companheiros, não proferiu qualquer insulto racista, então se alguma regra pré-existente o tivesse impedido de tapar a boca teria exposto aquilo que o Benfica alega serem as denúncias caluniosas de Vinícius Júnior e Mbappé. O que ilibaria de imediato o próprio jogador argentino da principal acusação que lhe foi formulada. No atual cenário de desregulação, a própria defesa de Prestianni está condicionada pela inversão do ónus da prova e pelo facto de mesmo o principal argumento que está a ser esgrimido nos bastidores acabar por também ser penalizado no âmbito do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da UEFA, enquanto discriminatório da orientação sexual. 

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