Quem vai para a selva com Jesus?
1 Após uma pesada derrota de Portugal (6-2) em deslocação ao Brasil para um amigável, Carlos Queiroz, que não é conhecido por ser comedido nas suas reações a quente, ditou a sentença para dentro do balneário: “Já sei quem não vai comigo para a selva.” Por ironia do destino, foi também no Brasil, alguns anos volvidos, que Jorge Jesus mostrou como a coesão de um grupo pode ser o segredo de um enorme sucesso, cimentando os pilares de um Flamengo superlativo que dominou o Brasil, a América do Sul e que ficou perto de abalar o Mundo. No Ninho do Urubu, em 57 jogos, Jesus só teve de digerir quatro derrotas. No Benfica, em apenas 11 encontros oficiais, o técnico já teve de encarar três desaires, livrou-se por pouco de o mesmo ter sucedido frente ao Glasgow Rangers e, imagine-se, nem defrontou o Liverpool nem deitou fora nenhum jogo como aconteceu literalmente quando perdeu com o Santos ainda nos rubro-negros, já depois de ter conquistado o Brasileirão.
