Rui Costa acreditou e venceu
1 Após o terremoto de 7 de julho que deixou o Benfica ferido, abalado e em risco de colapso, fartei-me de ouvir em surdina e por todas as vias que o leitor possa imaginar o quanto o passo em frente dado por Rui Costa era o prenúncio do naufrágio. Uma espécie de Comandante Schettino da Luz, tresloucado e sem noção da tragédia anunciada. Com o mês de agosto a findar, já não há dúvidas de que Rui Costa acreditou, mais até do que alguns que deveriam dar-lhe todo o suporte, e venceu. Cumpriu a sua missão primordial, a de conquistar o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, consolidando uma estabilidade que se foi instalando de forma serena e que leva muitos sócios praticamente a nem se aperceberem do grau de risco a que o Benfica esteve sujeito após a investida judicial sobre Luís Filipe Vieira. Afinal, 2024 chegou mais cedo e a robustez conferida ao Benfica pela às vezes tão criticada gestão vieirista deu a Rui Costa a confiança de que iria prevalecer. Os abutres já não pairam sobre a Luz.
