Schmidt e o VAR
A postura negacionista de Roger Schmidt em relação ao VAR é surpreendente. Desde logo porque se trata de um treinador alemão e não se esperava que incorporasse o pior do comentário desportivo em Portugal. A visão, ainda que mencione o passado, emana sobretudo do que viveu nos últimos três jogos, na eliminatória frente ao Inter de Milão e em Chaves. É casuística. O VAR é uma ferramenta sem retorno e quando o técnico do líder do campeonato assume uma posição tão polémica fica mais próximo das reclamações dos rivais do que das lutas do Benfica. Face à inteligência de Schmidt, esperava ideias para a afinação de um VAR que sim, é verdade, tem frustrado as expectativas. Retirar subjetividade às análises, obrigar à revisão de lances de segundo amarelo ou dar aos técnicos um ‘challenge’, como noutras modalidades, em que possam pedir para um caso ser visto pelo árbitro de campo são passos que podem ser dados. Mas só se vozes influentes como a de Schmidt os perfilharem.
